DEUS E CIÊNCIA
Sempre fui apegado à
ciência e a forma como ela responde a todos os questionamentos humanos e suas
limitações (da ciência e do homem).
Num sábado de aleluia,
por exemplo, a tradição da farra do boi, invocando historicamente a figura do
traidor pego porque descoberto, é de ser humilhado ao ponto de não mais ter
força para resistir e acabar sendo atingido pela consciência que é impiedosa,
e, não encontrando formas de recompor acaba por se suicidar, dá lugar, no
sentido da tradição de referido evento ao povo que humilha o traidor, castiga,
até cometer suicídio, no caso o boi não traiu e não comete suicídio.
Veja bem não estou
fazendo apologia de a ou b, não me sinto capaz de o fazer, é certo que o povo da época também tinha limitações,
que em número de grandeza maior acabaram por egoísmo e recrudescer os corações,
porque Cristo realiza milagres por amostra, quando os não beneficiados se
sentindo ofendidos, apesar de pertencerem a fé da existência de Deus e alguns
textos, ditados por inspiração e
corrompidos na prática da rotina para manter hegemonia e estrutura da Igreja de
então, atraídos por sentimentos impuros, acabaram por deixar o Cristo na mão.
Portanto, atirar pedras
em Judas está associado ao não reconhecimento da capacidade de se doar e se
associar para o bem comum, que somente depois com a ressurreição e o efeito
“sobrenatural da silva”, e, o assombro do efeito ótico e tátil da aparição post mortem, deram aos que abraçaram a
fé a força de serem perseguidos, perseguirem e mal ou bem construírem para
capacidade restabelecida pelo assombro, de se unir e construir a Igreja como
consequência.
É claro que o Cristo
onisciente não se associa com gente que está nesta para melhorar de vida, ou
seja, de se unir para construir algo em favor de um grupo, daí que Deus e
ciência começam a se associar.
A figura emblemática de
Pedro, buscou a capacidade inerente e pouco usual do ser humano de encontrar
forças de recompor a traição, deu a Pedro, em primeiro lugar a figura do
respeito ao erro, em segundo lugar a capacidade de fazer história enfrentando o
medo pessoal e através do assombro vencer qualquer tipo de obstáculo, porque
sempre lhe serviria de estímulo que se o Cristo venceu a morte sempre ele
teria, mesmo diante de qualquer adversidade, sendo correto, que receber o mesmo
prêmio, aí que nenhuma adversidade, estando ou vivendo na graça de Deus, faz
temor para realizar obras de acordo com a vontade de Deus.
Daí que a inspiração
para realizar obras, sendo pura e firme é valiosa, muitos cientistas ateus,
acredito eu, receberam a graça de Deus, por terem sido firmes e puros, e, os
que não foram a história demonstra que o fim acabou não sendo muito bom.
Há quem acredite, e
isto é outro debate, que, muitos homens e mulheres de fibra acabaram por
sucumbir de súbito, 1 minuto antes de cair em desgraça por perderem a força da
pureza ou firmeza como forma de salvação do espírito, mas isto é outro confronto
que não é para este texto.
O eixo central do
debate aqui é como a ciência e Deus têm tudo a ver, e como Este precede e reúne
em tudo aquela.
Por exemplo, na farra
do boi, a explicação para o texto legislado é de natureza social que explica
parcialmente o quanto faz mal à sociedade que não faz uso da prática, quem a
pratica. Lógico que a sociedade que a pratica, não assistiu nem entrou no
debate científico das reais razões histórico psicológico e social sem paixões
das reais motivações arquetípicas da real consequência da prática da farra
nestes contextos, o que poderia servir de um debate mais amplo e esclarecedor.
Sou partidário de
estudo, por exemplo dos estímulos realizados no boi e na população, através de
leituras de exames laboratoriais, tanto do boi quanto da população, para ser
isento, e, desta forma ser analisada a real consequência dos efeitos de
ingestão da carne, com tanta adrenalina, talvez estes argumentos possam
provocar novo conceito para os praticantes.
O deslocamento de
práticas como bater no boneco de Judas para a farra e o contrário, porque o
boneco é instrumento até aceitável
(escondendo um lado bem malvadinho do praticante, confesso que quando era
pequeno gostava, mas acabei entendo que o controle sobre os instintos é que nos
diferencia do restante dos animais), porque a farra é originária de tradição
mais associada a descendentes espanhóis e os bonecos, são de origem ortodoxas
dos países mais ao norte, que de certa maneira, por terem pouca carne,
valorizam o bicho e fazem o boneco, de modo que na origem a tradição, no
aspecto dos recônditos humanos encontra duas raízes, a incapacidade de reconhecer
o pecado que o ser humano comete por ser avarento, cometendo a inveja que é a
mãe de todos os vícios; e de outro lado, o deslocamento de energia incontido da
raiva mal controlada e mal dirigida, para agredir alguém ou algo, não
desferindo golpes em humanos porque seria crime. Em resumo as práticas (farra e
boneco) são desvio de uma prática delitiva de maus que o ser humano praticaria
se não fosse crime em lei, como o homicídio.
Daí que este debate
seria remetido a outro valioso conceito o que o ser humano pode fazer
cientificamente, e, ainda não realizado para conter sentimentos reprimidos,
originários ou exteriores, de modo a se beneficiar canalizando o mal para a
prática do bem.
Não tenho nada contra o
Papa discorrer sobre esta prática, mas convenhamos, não é nada fácil, assistir políticos
praticarem corrupção e os perdoar ou rezar para praticarem o bem, em verdade,
nem cristão, isto é, porque ninguém aos olhos de Deus fica impune, mas ele
delega pessoas para serem juízes e darem penas justas, coerente e eficazes,
tanto quanto possível, para realizar tal missão enquanto viventes.
Em verdade a oração
para realizar justiça, no outro plano acaba sendo inútil, porque demonstra
ausência de confiança de Deus que tudo ouve e vê, governando o que virá com
Justiça. Deus tudo ouve e vê, não dorme, é onisciente, mas dá ao ser humano o
livre arbítrio, mas no meu sentir, é ciente de todos os efeitos das
consequências dos atos praticados, senão não seria onisciente, logo o livre
arbítrio também tem limites e controle, não é desordem.
Pois bem, agora vem o
segundo aspecto para retomar a direção da ciência no sentido evolutivo,
deixando de lado práticas antes abomináveis para evoluir.
O ser humano acredita,
por exemplo, que grupos eleitos por estes, porque fazem parte de seus quadros,
é quem podem dar oportunidade ao crescimento à evolução, conferindo a estes a
titulação irreal das descobertas científicas, para ficar com a honraria.
Quanta insensatez, ter
a ciência ao dispor de todos indistintamente, mas privar a humanidade da
verdade do titular do evento descobridor, inclusive para traduzir e transformar
em adequação lógico científica as causas do evento descobridor.
A ciência real deve
para poder evoluir, que se libertar das práticas das sombras que retêm o
desenvolvimento, não precisamos e não podemos ter a evolução às custas de
práticas como as pesquisas do cérebro feitas por médicos de Hitler, como
fundamentos de postulados científicos da ciência médica atual.
Este exemplo, como
muitos outros, traduzem a forma como Deus se manifesta, quando tudo mais falhou
para dizer aos seres humanos como evoluir.
Não estou endossando às
práticas nazifascistas, pelo contrário, estou dizendo, que também do lado
oposto, muitos cientistas tiveram seus inventos titulados por pessoas diversas,
porque não pertenciam a grupos hegemônicos de poder, privando a sociedade de
realizar estudos científicos reais das caudas do evento de descoberta, até para
servirem de base para a ciência do porvir, poder em algum momento ter nestes
eventos condições de, em os avaliando como realmente o foram realizados, ter
balizamentos corretos para descobrir
como buscar meios de sair de seus futuros problemas.
Einstein disse ao final
da vida que não há ciência sem a
compreensão de Deus, e a religião sem ciência é cega, não que isto seja novo, é
antigo, mas tenham em conta que Einstein se tornou quem se tornou, depois de
abstrair para si, fermentando sua mente, a ideia de brilhantes inventores,
quando tudo na vida dava errado, trabalhando no escritório de patentes, e, é
óbvio que o resto não deu certo porque o livre arbítrio tem limites, e, quando
chegou o momento de sua cognição verdadeira, sequer opção teve, mergulha no
conhecimento como única opção aí o resultado. Como diriam os nordestinos, pense
num Deus inteligente.
Os males e fraquezas
humanas, são a incompreensão e aceitação de escolhidos para realizar missões,
ou até destes em realizar suas tarefas para a evolução da humanidade dados por
Deus para a evolução da sua criação por amor.
É este amor em
plenitude que é incompreensível e impossível de ser circunscrito quem realiza a
Sua Vontade, mesmo diante das humanas fraquezas.
Então, mesmo que a
sociedade ou o ser humano indicado para realizar a Sua Vontade (a de Deus), Ele
sempre encontra uma forma, nem que seja a última e sem mais opções para
realizar a Evolução Científica com Deus, de modo que, tudo que a ciência tem e
terá, não será nada além do permissivo Divino, e, quem a busca deter, sofrerá as
consequências do Judas. Eu pergunto, por quê? Temos tempo a perder? Quais as
consequências da perda de oportunidades para o restante da sociedade quando
inventos são sufocados por classes dominadoras?
Em verdade a grande
pergunte é: como os dominadores ainda não perceberam, mudando de conduta, que
suas práticas privam o restante da humanidade de evoluir.
Por exemplo, a
sociedade convive com leis de direito comercial da idade da pedra, isto porque
ninguém de domínio tem interesse de mudar estas práticas, porque terão que
dividir, fatiar o bolo, e comer menos não querem, são glutões da economia, o candidato
Sanders tem minha simpatia porque descobriu quem são os vilões, os grandes
bancos e se rebelou, mas o problema dos grandes bancos não é ser grande, é não
permitir que menores e mais eficazes o sejam, bancos menores, apoiando
economias menores e projetos novos são uma necessidade social imediata da
humanidade.
Retirar bancos menores
do convívio com bancos maiores, é pura e mera concentração de capital, pior do que
isto, quando sociedades menores criam bancos de economia mista, com controle
acionário do seu respectivo Estado, deve ser apoiada e controlada de forma eficaz,
porque aplicará seus recursos no desenvolvimento daquela comunidade que conhece
suas necessidades.
Dizer que o Estado não
pode ser dono é mentira, o Estado pode e deve ser dono, mas deve ter políticas
eficazes de controle corrupção e de caráter preventivo.
A prevenção nunca foi
política adotada socialmente, e, serve para todos os modelos de gestão, como
por exemplo o judiciário.
O Judiciário lida com a
tarefa de diariamente diminuir lides e recursos, para o fim de atender mais
rapidamente os casos realmente necessários, e, não consegue, porque o direito
legislado não é preventivo e seguro.
O restante das
ciências, inclusive exatas deixa de privilegiar inventos sérios e que resolvem
problemas enormes da humanidade por não ter políticas públicas de prevenção.
A resposta do quanto
Deus quer que a humanidade evolua e não o faz está no quanto os seres humanos,
deixando de paixões e permitindo pessoas que realmente tem o conhecimento e a
capacidade de pôr em prática conhecimentos adquiridos por inspiração Divina, em
favor da humanidade.
Se as sociedades se
curvarem para a vontade de Deus, permitindo inventores de realizar seus
inventos sem roubos, inclusive de grandes companhias, o que é pior do que
ladrões que nominam como seus inventos alheios, em nome da manutenção de
grandes economias, deixando de lado o real destino previsto para o invento.
Nas áreas de inventos
laboratoriais médicos, muito do que se conhece hoje de medicamentos para
eliminar problemas de doenças nada mais foram do que transformação de fórmulas,
desidratação e apresentação diversa de elementos da natureza, enriquecendo
“espertos” que aos olhos da ciência real, não passam de vermes.
O sistema provou isto,
porque para se chegar à conclusão que deve ser de uso comum os laboratórios
fazem testes e, estes testes, são avaliados não por critérios científicos
puros, mais meramente financeiros, de quanto custa e quanto vão lucrar. De modo
que somente os que derem margem ponderável de lucro, pode levar anos, serão
permitidos como de uso nas farmácias, até quando?
Não estou dizendo que a
sociedade não precisa da ciência de avaliação a exaustão, nem de que os
laboratórios, por seus esforços não tem que ser compensados; o que estou
dizendo é que em matéria científica muito se perde para prejuízo da evolução
humana, isto porque as legislações comerciais são atrasadas, em prejuízo das
Vontades de Deus e dá ciência.
Deus, porém, se não
realiza sua Santa Vontade de um jeito realiza de outro, tenham em conta que não
poupou seu filho muito amado; logo o amor divino é incompreensível, porque
através da ceifa a vida do inocente a vontade de Deus se realizou.
O fato de ser inocente
ou culpados aos olhos de Deus não tem relevância, não estou incentivando a
culpa. Mas buscando um outro sentido para a realização da Vontade de Deus, o
científico do reconhecimento da onisciência.
Se pararmos para
perceber os tratados sobre onisciência são interessantes, porém não se aliam a
ciência humana conforme praticadas.
Parto do pressuposto que sendo Deus cientista
e detendo todo o conhecimento e poder, mas transferindo à realização de sua
vontade, por inspiração a vontade humana, tudo quanto existe de criação foi de
forma precedente concebido por Deus.
Deste modo, quando a
ciência no processo de decifrar o conhecimento inspirado, realiza corretamente,
a verdade se instala, e liberta da ignorância; quando, porém, a verdade não se
instala, é porque algo interrompeu a vontade de Deus, e Deus não é conivente
com a ganância, mas somente determinado, ou seja, o que Ele quer alcançar é que
é o correto, pois Deus não erra.
No exemplo extremo que
usei da prática médica de Hitler, algo ficou escondido, a retirada das forças
econômicas por grupos econômicos fechados, da população germânica, que sem
forças foi liderado por um tirano maluco.
As consequências de
legislação comercial injusta e concentração de renda, cria malucos assassinos,
como os do estado islâmico, e a religião verdadeira inspirada não prega a
violência, mas Deus permite porque muito antes a civilização dali foi
tiranizada por grandes fortunas.
Estas acabam lucrando
de uma forma ou de outra, com a aplicação dos recursos financeiros alheios aos
seus verdadeiros fins, porque circula riqueza mesmo assim, logo o grande
capital, pode não apoiar tiranos, mas lucra com estes se tornando coniventes e
culpado por condescendência criminosa, e, o que é pior, sem pieguice e acaba
por contrariar a vontade de Deus do crescimento e evolução da humanidade.
Ou seja, o desfecho, é
de que usando ciência concebida por Deus, patrocinando sem distinção de
pertença a grupos fechados, a humanidade evoluirá alcançando paz social, do
contrário, só teremos estagnação, além dos efeitos colaterais da livre, mas não
tão livre escolha mal realizada, porque ao final do dia (e são muitos os dias),
compreendendo bem ou mal, e, na verdadeira Ciência só a vontade de Deus se
realiza, quer queiramos quer não.
Como nota de adendo
final devo esclarecer quem sou, sou uma pessoa que singularmente obteve a graça
de, através da oração, conceber o conhecimento científico necessário para
realizar as obras que antes narrei para fins de evolução da humanidade na
questão da paz social tão almejada; ao descobrir tais inventos descobri também
que o modo como o ser humano hoje processa as ciências acaba por não permitir
que projetos científicos de grande alcance somente sejam processados se forem
por intermédio de grandes grupos, contrariando o que penso do alcance social do
invento.
Deste modo busquei os
meios necessários para alcançar estas realizações, tenho certeza e convicção
pessoal moral e científica, de que,
mesmo diante das adversidades, próprias e alheias, realizarei a obra de Deus
confiada em mim, e todos verão que estas obras foram em mim confiadas pela
vontade única de Deus, sendo eu mero instrumento, digo isto, para dar o
testemunho de que sequer conhecimento para tanto teria, antes do alcance de
referidos conhecimentos, então reconhecendo que não é por força própria mais a
vontade de Deus, observei que a ciência, quer aceitamos, quer não, somente se realiza por este meio, o
permissivo Divino.
Balneário Camboriú, 26
de março de 2016
HELIO BARRETO DOS
SANTOS FILHO
Email:
heliobsf@oab-sc.org.br
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