sábado, 26 de março de 2016

DEUS E CIÊNCIADEUS E CIÊNCIA


DEUS E CIÊNCIA



Sempre fui apegado à ciência e a forma como ela responde a todos os questionamentos humanos e suas limitações (da ciência e do homem).

Num sábado de aleluia, por exemplo, a tradição da farra do boi, invocando historicamente a figura do traidor pego porque descoberto, é de ser humilhado ao ponto de não mais ter força para resistir e acabar sendo atingido pela consciência que é impiedosa, e, não encontrando formas de recompor acaba por se suicidar, dá lugar, no sentido da tradição de referido evento ao povo que humilha o traidor, castiga, até cometer suicídio, no caso o boi não traiu e não comete suicídio.

Veja bem não estou fazendo apologia de a ou b, não me sinto capaz de o fazer, é certo  que o povo da época também tinha limitações, que em número de grandeza maior acabaram por egoísmo e recrudescer os corações, porque Cristo realiza milagres por amostra, quando os não beneficiados se sentindo ofendidos, apesar de pertencerem a fé da existência de Deus e alguns textos,  ditados por inspiração e corrompidos na prática da rotina para manter hegemonia e estrutura da Igreja de então, atraídos por sentimentos impuros, acabaram por deixar o Cristo na mão.

Portanto, atirar pedras em Judas está associado ao não reconhecimento da capacidade de se doar e se associar para o bem comum, que somente depois com a ressurreição e o efeito “sobrenatural da silva”, e, o assombro do efeito ótico e tátil da aparição post mortem, deram aos que abraçaram a fé a força de serem perseguidos, perseguirem e mal ou bem construírem para capacidade restabelecida pelo assombro, de se unir e construir a Igreja como consequência.

É claro que o Cristo onisciente não se associa com gente que está nesta para melhorar de vida, ou seja, de se unir para construir algo em favor de um grupo, daí que Deus e ciência começam a se associar.

A figura emblemática de Pedro, buscou a capacidade inerente e pouco usual do ser humano de encontrar forças de recompor a traição, deu a Pedro, em primeiro lugar a figura do respeito ao erro, em segundo lugar a capacidade de fazer história enfrentando o medo pessoal e através do assombro vencer qualquer tipo de obstáculo, porque sempre lhe serviria de estímulo que se o Cristo venceu a morte sempre ele teria, mesmo diante de qualquer adversidade, sendo correto, que receber o mesmo prêmio, aí que nenhuma adversidade, estando ou vivendo na graça de Deus, faz temor para realizar obras de acordo com a vontade de Deus.

Daí que a inspiração para realizar obras, sendo pura e firme é valiosa, muitos cientistas ateus, acredito eu, receberam a graça de Deus, por terem sido firmes e puros, e, os que não foram a história demonstra que o fim acabou não sendo muito bom.

Há quem acredite, e isto é outro debate, que, muitos homens e mulheres de fibra acabaram por sucumbir de súbito, 1 minuto antes de cair em desgraça por perderem a força da pureza ou firmeza como forma de salvação do espírito, mas isto é outro confronto que não é para este texto.

O eixo central do debate aqui é como a ciência e Deus têm tudo a ver, e como Este precede e reúne em tudo aquela.

Por exemplo, na farra do boi, a explicação para o texto legislado é de natureza social que explica parcialmente o quanto faz mal à sociedade que não faz uso da prática, quem a pratica. Lógico que a sociedade que a pratica, não assistiu nem entrou no debate científico das reais razões histórico psicológico e social sem paixões das reais motivações arquetípicas da real consequência da prática da farra nestes contextos, o que poderia servir de um debate mais amplo e esclarecedor.

Sou partidário de estudo, por exemplo dos estímulos realizados no boi e na população, através de leituras de exames laboratoriais, tanto do boi quanto da população, para ser isento, e, desta forma ser analisada a real consequência dos efeitos de ingestão da carne, com tanta adrenalina, talvez estes argumentos possam provocar novo conceito para os praticantes.

O deslocamento de práticas como bater no boneco de Judas para a farra e o contrário, porque o boneco  é instrumento até aceitável (escondendo um lado bem malvadinho do praticante, confesso que quando era pequeno gostava, mas acabei entendo que o controle sobre os instintos é que nos diferencia do restante dos animais), porque a farra é originária de tradição mais associada a descendentes espanhóis e os bonecos, são de origem ortodoxas dos países mais ao norte, que de certa maneira, por terem pouca carne, valorizam o bicho e fazem o boneco, de modo que na origem a tradição, no aspecto dos recônditos humanos encontra duas raízes, a incapacidade de reconhecer o pecado que o ser humano comete por ser avarento, cometendo a inveja que é a mãe de todos os vícios; e de outro lado, o deslocamento de energia incontido da raiva mal controlada e mal dirigida, para agredir alguém ou algo, não desferindo golpes em humanos porque seria crime. Em resumo as práticas (farra e boneco) são desvio de uma prática delitiva de maus que o ser humano praticaria se não fosse crime em lei, como o homicídio.

Daí que este debate seria remetido a outro valioso conceito o que o ser humano pode fazer cientificamente, e, ainda não realizado para conter sentimentos reprimidos, originários ou exteriores, de modo a se beneficiar canalizando o mal para a prática do bem.

Não tenho nada contra o Papa discorrer sobre esta prática, mas convenhamos, não é nada fácil, assistir políticos praticarem corrupção e os perdoar ou rezar para praticarem o bem, em verdade, nem cristão, isto é, porque ninguém aos olhos de Deus fica impune, mas ele delega pessoas para serem juízes e darem penas justas, coerente e eficazes, tanto quanto possível, para realizar tal missão enquanto viventes.

Em verdade a oração para realizar justiça, no outro plano acaba sendo inútil, porque demonstra ausência de confiança de Deus que tudo ouve e vê, governando o que virá com Justiça. Deus tudo ouve e vê, não dorme, é onisciente, mas dá ao ser humano o livre arbítrio, mas no meu sentir, é ciente de todos os efeitos das consequências dos atos praticados, senão não seria onisciente, logo o livre arbítrio também tem limites e controle, não é desordem.

Pois bem, agora vem o segundo aspecto para retomar a direção da ciência no sentido evolutivo, deixando de lado práticas antes abomináveis para evoluir.

O ser humano acredita, por exemplo, que grupos eleitos por estes, porque fazem parte de seus quadros, é quem podem dar oportunidade ao crescimento à evolução, conferindo a estes a titulação irreal das descobertas científicas, para ficar com a honraria.

Quanta insensatez, ter a ciência ao dispor de todos indistintamente, mas privar a humanidade da verdade do titular do evento descobridor, inclusive para traduzir e transformar em adequação lógico científica as causas do evento descobridor.

A ciência real deve para poder evoluir, que se libertar das práticas das sombras que retêm o desenvolvimento, não precisamos e não podemos ter a evolução às custas de práticas como as pesquisas do cérebro feitas por médicos de Hitler, como fundamentos de postulados científicos da ciência médica atual.

Este exemplo, como muitos outros, traduzem a forma como Deus se manifesta, quando tudo mais falhou para dizer aos seres humanos como evoluir.

Não estou endossando às práticas nazifascistas, pelo contrário, estou dizendo, que também do lado oposto, muitos cientistas tiveram seus inventos titulados por pessoas diversas, porque não pertenciam a grupos hegemônicos de poder, privando a sociedade de realizar estudos científicos reais das caudas do evento de descoberta, até para servirem de base para a ciência do porvir, poder em algum momento ter nestes eventos condições de, em os avaliando como realmente o foram realizados, ter balizamentos corretos para descobrir  como buscar meios de sair de seus futuros problemas.

Einstein disse ao final da vida que  não há ciência sem a compreensão de Deus, e a religião sem ciência é cega, não que isto seja novo, é antigo, mas tenham em conta que Einstein se tornou quem se tornou, depois de abstrair para si, fermentando sua mente, a ideia de brilhantes inventores, quando tudo na vida dava errado, trabalhando no escritório de patentes, e, é óbvio que o resto não deu certo porque o livre arbítrio tem limites, e, quando chegou o momento de sua cognição verdadeira, sequer opção teve, mergulha no conhecimento como única opção aí o resultado. Como diriam os nordestinos, pense num Deus inteligente.

Os males e fraquezas humanas, são a incompreensão e aceitação de escolhidos para realizar missões, ou até destes em realizar suas tarefas para a evolução da humanidade dados por Deus para a evolução da sua criação por amor.

É este amor em plenitude que é incompreensível e impossível de ser circunscrito quem realiza a Sua Vontade, mesmo diante das humanas fraquezas.

Então, mesmo que a sociedade ou o ser humano indicado para realizar a Sua Vontade (a de Deus), Ele sempre encontra uma forma, nem que seja a última e sem mais opções para realizar a Evolução Científica com Deus, de modo que, tudo que a ciência tem e terá, não será nada além do permissivo Divino, e, quem a busca deter, sofrerá as consequências do Judas. Eu pergunto, por quê? Temos tempo a perder? Quais as consequências da perda de oportunidades para o restante da sociedade quando inventos são sufocados por classes dominadoras?

Em verdade a grande pergunte é: como os dominadores ainda não perceberam, mudando de conduta, que suas práticas privam o restante da humanidade de evoluir.

Por exemplo, a sociedade convive com leis de direito comercial da idade da pedra, isto porque ninguém de domínio tem interesse de mudar estas práticas, porque terão que dividir, fatiar o bolo, e comer menos não querem, são glutões da economia, o candidato Sanders tem minha simpatia porque descobriu quem são os vilões, os grandes bancos e se rebelou, mas o problema dos grandes bancos não é ser grande, é não permitir que menores e mais eficazes o sejam, bancos menores, apoiando economias menores e projetos novos são uma necessidade social imediata da humanidade.

Retirar bancos menores do convívio com bancos maiores, é pura e mera concentração de capital, pior do que isto, quando sociedades menores criam bancos de economia mista, com controle acionário do seu respectivo Estado, deve ser apoiada e controlada de forma eficaz, porque aplicará seus recursos no desenvolvimento daquela comunidade que conhece suas necessidades.

Dizer que o Estado não pode ser dono é mentira, o Estado pode e deve ser dono, mas deve ter políticas eficazes de controle corrupção e de caráter preventivo.

A prevenção nunca foi política adotada socialmente, e, serve para todos os modelos de gestão, como por exemplo o judiciário.

O Judiciário lida com a tarefa de diariamente diminuir lides e recursos, para o fim de atender mais rapidamente os casos realmente necessários, e, não consegue, porque o direito legislado não é preventivo e seguro.

O restante das ciências, inclusive exatas deixa de privilegiar inventos sérios e que resolvem problemas enormes da humanidade por não ter políticas públicas de prevenção.

A resposta do quanto Deus quer que a humanidade evolua e não o faz está no quanto os seres humanos, deixando de paixões e permitindo pessoas que realmente tem o conhecimento e a capacidade de pôr em prática conhecimentos adquiridos por inspiração Divina, em favor da humanidade.

Se as sociedades se curvarem para a vontade de Deus, permitindo inventores de realizar seus inventos sem roubos, inclusive de grandes companhias, o que é pior do que ladrões que nominam como seus inventos alheios, em nome da manutenção de grandes economias, deixando de lado o real destino previsto para o invento.

Nas áreas de inventos laboratoriais médicos, muito do que se conhece hoje de medicamentos para eliminar problemas de doenças nada mais foram do que transformação de fórmulas, desidratação e apresentação diversa de elementos da natureza, enriquecendo “espertos” que aos olhos da ciência real, não passam de vermes.

O sistema provou isto, porque para se chegar à conclusão que deve ser de uso comum os laboratórios fazem testes e, estes testes, são avaliados não por critérios científicos puros, mais meramente financeiros, de quanto custa e quanto vão lucrar. De modo que somente os que derem margem ponderável de lucro, pode levar anos, serão permitidos como de uso nas farmácias, até quando?

Não estou dizendo que a sociedade não precisa da ciência de avaliação a exaustão, nem de que os laboratórios, por seus esforços não tem que ser compensados; o que estou dizendo é que em matéria científica muito se perde para prejuízo da evolução humana, isto porque as legislações comerciais são atrasadas, em prejuízo das Vontades de Deus e dá ciência.

Deus, porém, se não realiza sua Santa Vontade de um jeito realiza de outro, tenham em conta que não poupou seu filho muito amado; logo o amor divino é incompreensível, porque através da ceifa a vida do inocente a vontade de Deus se realizou.

O fato de ser inocente ou culpados aos olhos de Deus não tem relevância, não estou incentivando a culpa. Mas buscando um outro sentido para a realização da Vontade de Deus, o científico do reconhecimento da onisciência.

Se pararmos para perceber os tratados sobre onisciência são interessantes, porém não se aliam a ciência humana conforme praticadas.

 Parto do pressuposto que sendo Deus cientista e detendo todo o conhecimento e poder, mas transferindo à realização de sua vontade, por inspiração a vontade humana, tudo quanto existe de criação foi de forma precedente concebido por Deus.

Deste modo, quando a ciência no processo de decifrar o conhecimento inspirado, realiza corretamente, a verdade se instala, e liberta da ignorância; quando, porém, a verdade não se instala, é porque algo interrompeu a vontade de Deus, e Deus não é conivente com a ganância, mas somente determinado, ou seja, o que Ele quer alcançar é que é o correto, pois Deus não erra.

No exemplo extremo que usei da prática médica de Hitler, algo ficou escondido, a retirada das forças econômicas por grupos econômicos fechados, da população germânica, que sem forças foi liderado por um tirano maluco.

As consequências de legislação comercial injusta e concentração de renda, cria malucos assassinos, como os do estado islâmico, e a religião verdadeira inspirada não prega a violência, mas Deus permite porque muito antes a civilização dali foi tiranizada por grandes fortunas.

Estas acabam lucrando de uma forma ou de outra, com a aplicação dos recursos financeiros alheios aos seus verdadeiros fins, porque circula riqueza mesmo assim, logo o grande capital, pode não apoiar tiranos, mas lucra com estes se tornando coniventes e culpado por condescendência criminosa, e, o que é pior, sem pieguice e acaba por contrariar a vontade de Deus do crescimento e evolução da humanidade.

Ou seja, o desfecho, é de que usando ciência concebida por Deus, patrocinando sem distinção de pertença a grupos fechados, a humanidade evoluirá alcançando paz social, do contrário, só teremos estagnação, além dos efeitos colaterais da livre, mas não tão livre escolha mal realizada, porque ao final do dia (e são muitos os dias), compreendendo bem ou mal, e, na verdadeira Ciência só a vontade de Deus se realiza, quer queiramos quer não.

Como nota de adendo final devo esclarecer quem sou, sou uma pessoa que singularmente obteve a graça de, através da oração, conceber o conhecimento científico necessário para realizar as obras que antes narrei para fins de evolução da humanidade na questão da paz social tão almejada; ao descobrir tais inventos descobri também que o modo como o ser humano hoje processa as ciências acaba por não permitir que projetos científicos de grande alcance somente sejam processados se forem por intermédio de grandes grupos, contrariando o que penso do alcance social do invento.

Deste modo busquei os meios necessários para alcançar estas realizações, tenho certeza e convicção pessoal moral e científica,  de que, mesmo diante das adversidades, próprias e alheias, realizarei a obra de Deus confiada em mim, e todos verão que estas obras foram em mim confiadas pela vontade única de Deus, sendo eu mero instrumento, digo isto, para dar o testemunho de que sequer conhecimento para tanto teria, antes do alcance de referidos conhecimentos, então reconhecendo que não é por força própria mais a vontade de Deus, observei que a ciência, quer aceitamos,  quer não, somente se realiza por este meio, o permissivo Divino.

Balneário Camboriú, 26 de março de 2016

        HELIO BARRETO DOS SANTOS FILHO

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heliobsf@oab-sc.org.br

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